domingo, 1 de abril de 2012

A gastronomia como patrimônio da humanidade

De acordo com Scluter (2003, p. 69), “a dimensão social e cultural da gastronomia determinou incorpora-la ao complexo emaranhado das políticas de patrimônio cultural”. O uso que o turismo faz desse patrimônio vem determinando que a gastronomia adquira cada vez maior importância para promover um destino e para captar correntes turísticas.

O Turismo e a Gastronomia são inseparáveis, pois não têm como se pensar em turismo, sem prever entre outros itens, a alimentação para curta ou longa permanência, onde o viajante não pode abster-se dela, e desta fora, sempre tende a experimentar a cozinha local.

A comida caseira, a familiaridade com o alimento, traz ao homem uma sensação de prazer e aconchego. A memória do país de origem permanece impregnada nas memórias gastronômicas, pois o gosto adquirido no lar de infância acompanhará o individuo por toda a vida, principalmente em se tratando de imigrantes.A alimentação identifica também as diversas temporalidades, tidas como separação de gênero, idade, gosto e principalmente cultura. O processo cultural envolvido nas singularidades regionais de qualquer país favorece esta interpretação.Para exemplificar a temporalidade, pode-se ressaltar o “gosto” pelo sabor aprendido na infância. As diferenças culturais além de abarcar as questões climáticas, de culturas alimentícias específicas e geracionais, fortalece a presença de traços que são rememorados a partir das particularidades do sabor.

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