segunda-feira, 24 de setembro de 2012

As mãos que cozinham são também mãos que cuidam

Dizem que cozinhar é um ato de amor.

Acredito que sim!

Talvez porque conheço pessoas que diariamente cozinham e cuidam de muitas vidas com amor.

No Abrigo sabemos que existem rostos mais visíveis que outros. Pessoas que, pela função ou tarefa que executam, não estão em contacto direto com as pessoas, mas que são diariamente imprescindíveis.

Hoje, aqui, agora, estas palavras são sobre um desses rostos menos visíveis.

Madalena é o seu nome. 65 anos feitos em Abril e uma vontade enorme de continuar a trabalhar naquela que diz ser a sua segunda casa. E, é claro, que quando alguém está a trabalhar e diz sentir-se bem como em sua casa é, sem dúvida, uma pessoa especial que queremos sempre connosco. Com uma capacidade enorme de trabalho e uma dedicação sem fim, a Madalena nunca diz não a nada. Tudo se faz.

Amiga de todos e por todos muito querida. Delicada, com um sorriso tímido, genuíno e generoso, para todas as pessoas. A Madalena tem uma ternura e doçura sem fim.

Neste momento da sua vida, difícil e assustador, continua a sorrir e mais uma vez a ser um exemplo para todas nós.

É em momentos como estes que sabemos que os laços que se construiram ao longo de muitas horas e dias e dias de trabalho são laços de verdadeira afeição e amizade.

Até breve!

texto escrito por Alexandra Silva

domingo, 23 de setembro de 2012

A mesma história

“Minha querida, o dia que você perceber que eu estou ficando velha, peço por favor, seja paciente e mas acima de tudo, tente entender o que estou passando.
Se quando conversamos eu repito a mesma coisa mil vezes, não interrompa para dizer: “você já disse a mesma coisa um minuto atrás” … Basta ouvir, por favor, tente se lembrar dos momentos em que você era pequena e eu lia para você a mesma historia noite após noite, para você cair no sono.
Quando você perceber como eu sou ignorante a respeito de uma nova tecnologia, dê-me o tempo para aprender e não olhe para mim desse jeito … lembre-se, querida, eu pacientemente ensinei-te a como para fazer muitas coisas, como comer adequadamente, como vestir, pentear seu cabelo, como se sentar e lidar com questões da vida todos os dias … quando você notar que eu estou ficando velha, peço que por favor, seja paciente, mas acima de tudo, tente entender o que eu estou passando.
Se eu ocasionalmente me esquecer do estavamos falando, me dê tempo para me lembrar, e se eu não puder, não fique nervosa, impaciente ou seja arrogante. Só sei que em meu coração a coisa mais importante para mim é estar com você. E agora quando velha, as pernas cansadas não me deixam agir tão rapidamente quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu ofereci a minha para você quando aprendia a andar.
Quando esses dias vierem não se sinta triste por estar comigo, e entenda que quando eu chegar ao fim da minha vida com amor eu irei valorizar e agradecer o tempo e a alegria que compartilhamos juntas.
Com um grande sorriso e grande amor que sempre tive por você, eu quero dizer, eu te amo … minha filha querida.”

maravilha de geracoes

— com Eliana Monteiro, Maria Lucia Leite, Weslaine Carolina, Laura Cordeiro, Sara Hannah, Juana Maria Diaz e Beth Amaral.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Slow Food

A Slow Food, é uma associação internacional fundada por Carlo Petrini em 1986, com o objetivo de promover uma maior apreciação da comida, melhorar a qualidade das refeições e uma produção que valorize o produto, o produtor e o meio ambiente. [1]

A filosofia da Slow Food defende a necessidade de informação do consumidor, protege identidades culturais ligadas a tradições alimentares e gastronômicas, protege produtos alimentares e comidas, processos e técnicas de cultivo e processamento herdados por tradição, e defende espécies vegetais e animais, domésticas e selvagens.

Reunindo mais de 100 mil associados ao redor do mundo[2], a rede de membros do Slow Food é organizada em grupos locais, que sob a coordenação de líderes, organizam periodicamente uma série de atividades como oficinas de educação alimentar para crianças, palestras, degustações, cursos, jantares e turismo enológico e gastronômico, assim como apóiam campanhas lançadas pela associação internacional.[3]

A Slow Food organiza eventos nacionais e internacionais como o Salone Del Gusto, a maior feira de comida e vinhos de qualidade do mundo, organizada bienalmente no Centro de Exposições Lingotto em Turim na Itália, a Cheese, uma feira bienal organizada na região de Piemonte, e a Slowfish, uma exibição anual em Genova dedicada à pesca sustentável. Também em Turim, organiza a cada dois anos o evento Terra Madre, que reúne mais de 5 mil pequenos produtores agrícolas, chefs de gastronomia e pesquisadores de todo o mundo.[4

  1. Movimento Slow Food (7 de março de 2012).
  2. Movimento Slow Food (7 de março de 2012).
  3. Convivium Slow Food (7 de março de 2012). "Convivium é o nome dado aos grupos locais do Slow Food"
  4. Eventos Slow Food (7 de março de 2012).

É isso que fazemos aqui no Trio Gourmet Restaurante.

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domingo, 16 de setembro de 2012

Origem da Feijoada

A feijoada é um prato que consiste num guisado de feijão com carne, normalmente acompanhado com arroz. É um prato com origem no Norte de Portugal, e que hoje em dia constitui um dos pratos mais típicos da cozinha brasileira. Em Portugal, cozinha-se com feijão branco no noroeste (Minho e Douro Litoral) ou feijão vermelho no nordeste (Trás-os-Montes), e geralmente inclui também outros vegetais (tomate, cenouras ou couve) juntamente com a carne de porco ou de vaca, às quais se podem juntar chouriço, morcela ou farinheira. No Brasil, é feita da mistura de feijões pretos e de vários tipos de carne de porco e de boi, e chega à mesa acompanhada de farofa, arroz branco, couve refogada e laranja fatiada, entre outros ingredientes. DSCN5014

A explicação popular mais difundida sobre a origem da feijoada é a de que os senhores – das fazendas de café, das minas de ouro e dos engenhos de açúcar – forneciam aos escravos os "restos" dos porcos, quando estes eram carneados. O cozimento desses ingredientes, com feijão e água, teria feito nascer a receita. Tal versão, contudo, não se sustenta, seja na tradição culinária, seja na mais leve pesquisa histórica.

Segundo Carlos Augusto Ditadi, especialista em assuntos culturais e historiador do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, em artigo publicado na revista Gula, de maio de 1998, essa alegada origem da feijoada não passa de lenda contemporânea, nascida do folclore moderno, numa visão romanceada das relações sociais e culturais da escravidão no Brasil.
Bibliografia

CASCUDO, Luís da Câmara - História da Alimentação no Brasil - 2 vols. 2ª ed. Itatitaia, Rio de Janeiro, 1983.
DITADI, Carlos Augusto Silva - Cozinha Brasileira: Feijoada Completa- Revista Gula, n. 67, Editora Trad, São Paulo. 1998.
ELIAS, Rodrigo - Breve História da Feijoada - Revista Nossa História, ano 1, n. 4, Editora Vera Cruz, São Paulo. Fevereiro de 2004. http://www.scribd.com/doc/28427028/Historia-da-Feijoada
FIGUEIREDO, Guilherme - Comidas, Meu Santo - Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1964.
FRANÇA JÚNIOR, Joaquim José da. Histórias e Paisagens do Brasil. Sd.
FRANÇA JÚNIOR, Joaquim José da. Política e Costumes; Folhetins Esquecidos (1867-1868). Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 1957. Coleção Vera Cruz, 6.
NAVA, Pedro, - Baú de Ossos, Memórias 1 - 4ª ed. Rio de Janeiro : Livraria José Olympio Editora. 1974.
NAVA, Pedro, - Chão de Ferro, Memórias 3 - 4ª ed. Rio de Janeiro : Livraria José Olympio Editora. 1976.
QUERINO, Manoel Raymundo, A Arte Culinária na Bahia- Papelaria Brasileira, Bahia, 1928.

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