domingo, 8 de setembro de 2013

Trio Gourmet

A alta Gastronomia nos faz envolver os sentidos, agregando aos sabores da boa mesa a atmosfera do ambiente, um cenário bucólico ainda que no centro e um clima muito acolhedor e envolvente.

O Trio Gourmet Restaurante  oferece uma Gastronomia sofisticada, clássica, onde o sabor dos temperos  harmoniza-se com as mais diferentes receitas, utilizando toques da culinária nacional e incrementando com técnicas internacionais.

O carro chefe da casa é o  serviço de Buffet, porém, oferece o serviço à inglesa, ou seja, o famoso empratado e também o menu degustação, para eventos que procuram uma proposta diferenciada.

Todos os cardápios são elaborados de forma personalizada, conforme as necessidades de cada cliente.

Para se ter sucesso na escolha do cardápio é importante levantar algumas informações importantes sobre os convidados, como por exemplo o estilo, o paladar gastronômico e a faixa etária.

Os cardápios são assinados pela gastrônoma  Simone Alves e o chef de cozinha Claudio Fontinele.

Os dois unem conhecimento e experiência para estar satisfazendo os clientes mais exigentes.

Simone Alves, graduada na Cambury em  Gastronomia no ano de 2008, aperfeiçoou sua formação trabalhando em dois restaurantes conceituados em Goiânia, o Castros Park Hotel e o Restaurante Árabe. Atua na área  comercial do restaurante Trio Gourmet.

Claudio Fontinele, gourmet há 23 anos, possui um vasto conhecimento das técnicas culinárias, foi o criador de várias receitas que tornaram-se tradicionais no único Hotel 5 estrelas de Goiânia, é o diretor de criação de cardápio e eventos do Trio.

Comemore seu evento conosco, onde cada detalhe é pensado para tornar sua festa única.

Obcecado pelo desejo de ser feliz eu perdi minha vida. Movi-me com uma tensão de arco e flecha numa irrealidade de desejos “. ( Clarice Lispector )

Nao basta viver, temos é que aparecer. Polêmico, não?! Dia desses conversando com uma amiga discutimos que os álbuns pessoais dos perfis das comunidades de relacionamentos são uma espécie menor de revista Caras.

Parece que entre outras funções mais nobres, o álbum tem a função de exibir o quanto se é feliz.

As fotos postadas muitas vezes são as mais elaboradas, com o melhor sorriso, a melhor maquiagem, a melhor luz, tudo na tentativa de mostrar o glamour em que se vive e/ou glamorizar a própria vida.

Flashes, música alta, pessoas sorrindo abraçadas, a euforia é o tom que remete a felicidade.

Nesta felicidade se esconde a fragilidade.

Como se cada pessoa fosse um produto a ser divulgado e este produto vendesse uma imagem de sucesso ou fracasso.

O sucesso ligado aos números, números de “amigos”, de baladas que se frequentou, de “clicks” que se recebeu, de bocas que se beijou e latas ou se preferir taças que se esvaziou.

Viver e ser feliz parece estar dissociado de tudo, Solidão, silêncio parecem ser algo que não se pode possuir ou almejar.

O som das músicas, das risadas é tão alto que não se pode ouvir nem os próprios pensamentos.

criado por nandah_br    18:59 — Arquivado em: Sem categoria

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O que temos para hoje?

A frase 'é o que temos pra hoje' é muito boa. Ela nos propõe um dos exercícios mais necessários e difíceis do mundo, a aceitação.

O mundo não é como você deseja, nem como eu gostaria, nem como ninguém quer. O mundo é do jeito que ele é mesmo. As coisas vão acontecendo, nos levando, nos envolvendo. Claro que o livre arbítrio existe, mas numa proporção pequena. O raio de ação dos nossos desejos é mínimo. Nós é que temos que encontrar as brechas para ampliá-lo. Ou não.

E o que temos pra hoje? Olhando os sites de notícias vemos que na Internet, o que as pessoas mais procuram é a vida alheia. O que temos pra hoje é fofoca de celebridade. Sei que sempre foi assim e que talvez seja sempre seja. Sei também que toda santa vez que menciono que o brasileiro, o português, o latino de uma forma geral gosta de uma fofoca da vida do outro, alguém se sente ofendido e, em defesa, alega que os tabloides ingleses (e alemães e outros) provam que o interesse é mundial. Ok, mundial então.

E qual é o problema do ser humano se interessar pela vida do outro? Não é assim que aprendemos, que nos conhecemos? Sim, é. Mas isso não é suficiente. Ficar o tempo todo lendo e se interessando por fofoca não é crime, pra começar. Só não é saudável. Exatamente como acontece na alimentação. Se você, uma criança, um adolescente passar o dia comendo salgadinho de pacote, fritura, doces, ele não vai morrer imediatamente. Mas talvez morra mais cedo e, certamente vai comprometer a qualidade da sua vida. Continuando na analogia, o conhecimento seria o grupo das verduras e legumes. E a arte, as frutas.

Para ter uma vida mental saudável, equilibrada, é preciso consumir conhecimento. Ler, aprender. E consumir arte. Não sei se no mundo todo é assim, mas pelo que vejo na Internet brasileira o grande consumo é de bobagem. Bobagem, no sentido mais profundo. Não é passatempo com algum proveito, é só passatempo. Não é um sudoku, palavras cruzadas, jogos de estratégia, que podem prover algum exercício para o cérebro humano. É só tosqueira.

A tosqueria existe e é divertida. Eu também consumo. Aliás, eu também deveria consumir mais coisas saudáveis num sentido mais amplo.

Só acho que poderíamos dosar as coisas um pouco mais. Pra cada notícia de fofoca, uma de política internacional (já tem gente fazendo cara feia como se eu estivesse propondo comer jiló). Pra casa vídeo tosco, um clip de boa música. Pra cada hora sentada na frente do computador, dez minutos de exercícios físicos ou alongamento.

É difícil? É. A gente está viciado em porcaria? Está. Isso pode nos levar mais cedo pro além?  Pode.

Posto isso, a decisão está em nossas mãos. Cabe a você decidir onde clicar assim que terminar esse texto. Ou pra onde ir. Ou o que fazer da vida.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos. Bob Marley

SAUDADE

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes

MAGALI

Quando se perde um amigo…..

 

cs

Quando sentimos que perdemos um amigo
parte de nós é lágrima que cai desamparada...
mas cá dentro, há um sorriso triste
a recordar os bons momentos
que esta amizade nos deu.
Nasce um vazio
de um todo quebrado
e um mar cinzento
chora despedaçado
pelas memórias que perderam a cor.
Abre-se um buraco no peito
e a enxada deve ter lâmina dura
porque nos escava uma ferida tão profunda
que esburaca o corpo só para nos atingir
em cheio o recheio da alma.
Se eu tivesse uma pedra no lugar
onde vi plantado o meu coração
Talvez,soubesse como impedir
que a dor me roube mais esta seara...
Quando sentimos que perdemos um amigo...
as pernas caminham sem destino
porque os passos esqueceram o seu rumo
e dormem sozinhos junto á estrada.
Há braços com frio
porque sonham com um abraço...
Há um pássaro a baloiçar naquele ramo
mas já sem vontade de cantar
para aquele banco de jardim vazio...
Há palavras sem força suplicando vozes na garganta
e restos de gritos que dela saíram altos demais...
Há quadros pintados com os dedos logo pela manhã
e arco-íris que desmaiam lá pela noitinha...
Há lágrimas abençoadas
que se ajoelham fielmente a rezar por nós
e sorrisos danados a rir do desespero das minhas preces.
Há poemas colados ao tecto
porque querem preservar no céu esta história
sem acreditarem que ela chegou ao fim...
Há sonhos por perto rasgados no chão
e folhas de papel tão teimosas que se recusam a voar para longe...
Ai se eu tivesse asas nas costas
para dar utilidade a todas estas penas!
Se eu soubesse o valor da eternidade dos gestos
e das promessas que se proferem sem olhar.
Mas, porque é que a tristeza me faz pensar
que hoje perdi um amigo...
se ainda ontem sorria tão feliz por o encontrar?
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=17610#ixzz2e6f0qCJ8
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cc

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Bom dia!

Quem me conhece sabe que minha relação com a cozinha à mesa dos clientes, amigos e parceiros.

"O que temos para hoje?" nasceu da vontade de dividir os capítulos da minha experiência com o dia a dia de um restaurante diferente no centro da cidade de Goiânia. Por sinal minha terra natal.

E o que essa história tem de interessante? Absolutamente nada. Absolutamente tudo. Minha história é igual a sua, igual a dele, igual a dela. Porém, assim como a sua, a dele e a dela, tudo é diferente! E isso que faz as histórias de cada um ser especial.

Diariamente nos questionamos sobre o que vamos sugerir em  nosso cardápio (saladas com um suculento frango milanesa à parmegiana ou ainda o famoso omelete com presunto e queijo.

No  "O que temos para hoje?" Postarei histórias que vão de um básico arroz com feijão fradinho e cubos de bacon , passando por um bife de maminha de alcatra suculento com tomate e pimentão ao diferenciado sabor do sorvete com molho frutados. Isso realmente é uma delícia... Mas sou suspeita.

Preparações  que, às vezes, descem como uma luva, com sabor com temperos ainda desconhecidos por muitos, mas preparados para encantar as pessoas intensamente. Preparações que, às vezes,  descem seguidas de um bom vinho português.

Escrevendo, espero informar ao leitor, coisas que fazemos aqui no Trio Gourmet para vocês, instigando-os a se questionar e a refletir sobre certos temas.

O que vocês gostariam de encontrar em nosso bufe?

Quais sobremesas os encantam mais?

Qual a relação com a comida que cada um de vocês tem com os seus corpos?

Hoje entendo um pouquinho da culinária saudável, da comida mediterrânea em bufes a quilo...Mas só um pouquinho já que esse universo é vasto por demais.

Aqui você também vai ficar a par da minha nova rotina. Atualmente morando no Goiânia, não tenho como deixar de contar minha vida de empreendedora aqui e fazer uma comparaçãozinha e outra com as tendências desse mercado e das necessidades de uma comida saudável a todos. Coisa de brasileira. Coisa de curiosa. Coisa de culinária a.

Convido-o, então, leitor, a vir ao restaurante a e checar se "O que temos para hoje?" vai ser uma refeição gostosa regada à risadas, uma comida às pressas, um risoto goiano ou um  almoço de domingo com a família.

Seja bem-vindo! E... Bom apetite!! prato do dia

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O que temos par hoje

Arroz Branco, arroz cremoso com perfume de limão siciliano, frango desfiado e milho verde, feijão de caldo, panache de legumes, purê de batata, peixe a brasileira, pirão de pescada branca, maminha grelhada acebolada e tomate, frango grelhado a pizzaiola, banana a milanesa com castanha crocante. Saladas variadas, mais um pouco do mediterrâneo a todos. Comida de chef:  especiarias, carinho e harmonia entre os pratos criados aos clientes trio gourmet.  Suco natural. Sol. De verdade. Vitamina D natural. Direto da bola amarela e redonda. Trio Gourmet Restaurante. Amigos!!!!! Ao vivo e em cores. Papo em dia. Reunião com as amigas (esse encontro vai durar um dia todo!). Usar apenas uma peça de roupa: uma calça, uma blusa, uma meia... Nada duplo. Usar vestido. Usar sandália. Avenida 136, 137…. Centro da Cidade. Trânsito. Poluição. Barulho. Filas. Chuva. Tomar chuva. Inundação. Ônibus lotado. Notícias ruins na TV. Novelas. Médico. Dentista. Veterinária: Banco. Ovo Maltine do Bob´s. Clube. Andar descalça. Churrasco. Mormaço. Checar previsão do tempo: nunca abaixo de zero! Falar sem errar. Ouvir e entender. Sentir-se confortável: lá, eu sei as regras. Falar sem parar. Tantas histórias. Contar várias vezes. Escutar. Tantas histórias. Passear por shoppings já tão conhecidos. Conhecer shoppings recém-inaugurados.  Picolé. Café. . Nhá benta. Bolo mil folhas da Sonho Meu. Tempo úmido. Bolinho de chuva. Cappuccino no Frans Café. Salão do Éder Bueno, Fofocas no Face… sei lá… Boa Quarta Feira a Todos.

domingo, 1 de setembro de 2013

Um domingo.

Tive um domingo de enterro e festa.

O tio-avô, que para mim era a síntese da elegância e do humor, finalmente se foi depois de uma vida longa e de alguns últimos anos que não precisavam ser tão sofridos. Deixei você com sua avó, na correria, e corri para o velório lotado, onde, em meia hora, estive com dezenas de pessoas da família que raramente vejo, das quais quinze ou vinte encontraram um lugar especial em mim.

O tempo apurou meu afeto, e no olhar de cada um deles eu me lembro de uma presença preciosa em uma das minhas horas de falta, de um sorriso rasgado tentando me provocar a gargalhada. E entendo que, na correria de suas vidas, houve espaço para mim, como hoje há espaço na correria da minha para os filhos de quem agora se foi. E é nestes encontros esparsos que reconheço a matéria verdadeira do amor.

Eu estava chorosa, não só por saudade de alguém especial. Acho que o meu choro era de tempo. Um tempo que passa apontando silenciosa e timidamente para o que me parece ser a essência. Hoje, hoje, hoje. Não foi sem sofrimento que percebi esses sinais sutis. Mas posso dizer que a violência de certas faltas me trouxe a delicadeza que cultivo em lágrimas. Lágrimas, também, de alegria.

E então percebo que um enterro não é despedida, é celebração de vida, ritual menos necessário a quem vai e muito mais para quem fica. De novo, no confronto com a morte, a vida encontra sentido.

Do enterro, vou direto para um almoço de aniversário. E então vejo muitas outras pessoas que também têm abraço cativo em mim. A começar pela dona da festa, minha madrinha, em que sempre encontro uma maciez de mãe – talvez por ter sido tão amiga da minha.

Olho para sua vida: é um renascimento. Tantas pessoas e relações se foram, hoje tomo conhecimento. Tantas novidades aparentemente absurdas. Mortes e nascimentos, sempre.

Lembro de quando ela descobriu um câncer na tireóide. Na cena, minha mãe chorando por ela e meu pai com o seu ponto de vista médico: "Se ela viver até os 70 tá bom?" Lembro que esse assunto logo foi resolvido. Pouco tempo depois, foi minha mãe que não vi chegar aos 56, nem o meu pai aos 65.

Ela sorri. Está ali para comemorar seus 70 anos – não sem outros sustos maiores. Ela se reconstruiu, assim como muitos outros que estavam ali naquela festa, exalando uma alegria de amor.

E penso. Sorrio e choro de novo, depois penso em você. E corro ao seu encontro, pensando que, sim, este foi um domingo bom. E, sim, talvez eu tenha entendido.