domingo, 8 de setembro de 2013

Obcecado pelo desejo de ser feliz eu perdi minha vida. Movi-me com uma tensão de arco e flecha numa irrealidade de desejos “. ( Clarice Lispector )

Nao basta viver, temos é que aparecer. Polêmico, não?! Dia desses conversando com uma amiga discutimos que os álbuns pessoais dos perfis das comunidades de relacionamentos são uma espécie menor de revista Caras.

Parece que entre outras funções mais nobres, o álbum tem a função de exibir o quanto se é feliz.

As fotos postadas muitas vezes são as mais elaboradas, com o melhor sorriso, a melhor maquiagem, a melhor luz, tudo na tentativa de mostrar o glamour em que se vive e/ou glamorizar a própria vida.

Flashes, música alta, pessoas sorrindo abraçadas, a euforia é o tom que remete a felicidade.

Nesta felicidade se esconde a fragilidade.

Como se cada pessoa fosse um produto a ser divulgado e este produto vendesse uma imagem de sucesso ou fracasso.

O sucesso ligado aos números, números de “amigos”, de baladas que se frequentou, de “clicks” que se recebeu, de bocas que se beijou e latas ou se preferir taças que se esvaziou.

Viver e ser feliz parece estar dissociado de tudo, Solidão, silêncio parecem ser algo que não se pode possuir ou almejar.

O som das músicas, das risadas é tão alto que não se pode ouvir nem os próprios pensamentos.

criado por nandah_br    18:59 — Arquivado em: Sem categoria

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